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Dívida pública federal sobe 0,97% em setembro, para R$ 9,38 trilhões

Tesouro atribui alta à apropriação de R$ 89,46 bilhões em juros e à emissão líquida de R$ 0,76 bilhão; prazo médio ficou em 4,10 anos.

Ilustração editorial de um relatório de dívida pública, títulos em branco, uma balança e uma instituição do Tesouro
Ilustração editorial original; não é documento oficial nem gráfico estatístico.

A Dívida Pública Federal (DPF) passou de R$ 9,29273 trilhões em agosto para R$ 9,38295 trilhões em setembro, alta nominal de 0,97%, segundo o Relatório Mensal da Dívida do Tesouro Nacional, publicado em 29 de outubro.

A dívida interna, chamada pelo Tesouro de Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), subiu 1,04%, para R$ 9,03754 trilhões. A dívida externa caiu 0,82% e terminou o mês em R$ 345,41 bilhões. A DPF considera a dívida interna e externa de responsabilidade do Tesouro Nacional em mercado; não é sinônimo de dívida bruta ou dívida líquida do setor público.

O principal fator de alta foi a apropriação positiva de juros, de R$ 89,46 bilhões. A emissão líquida acrescentou R$ 0,76 bilhão. Dentro da dívida interna, o estoque também refletiu a combinação entre R$ 89,29 bilhões de juros apropriados e emissão líquida de R$ 3,78 bilhões.

A composição mudou pouco, mas não ficou estática. A parcela de títulos remunerados por taxa flutuante caiu de 52,74% para 51,60% do estoque. Os títulos vinculados a índices de preços subiram de 23,22% para 23,59%, enquanto a participação dos prefixados passou de 20,31% para 21,14%.

O percentual da DPF com vencimento nos 12 meses seguintes aumentou de 16,39% para 19,95%. O intervalo está dentro da faixa de 18% a 22% prevista no Plano Anual de Financiamento revisado para 2026. O prazo médio do estoque permaneceu em 4,10 anos.

O custo médio acumulado em 12 meses subiu de 12,59% ao ano em agosto para 12,63% ao ano em setembro. A alta mensal do estoque, portanto, não representa sozinha uma mudança na trajetória fiscal: sua leitura depende dos juros incorporados, das emissões, dos resgates, do perfil de vencimentos e das condições de financiamento.

O dado do Tesouro também não deve ser confundido com a Dívida Bruta do Governo Geral ou com a Dívida Líquida do Setor Público, calculadas pelo Banco Central com abrangência e metodologia diferentes. Comparações entre esses indicadores exigem preservar definição, período e universo de entidades.

Fontes consultadas