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Durigan diz que reunião de Lula não definiu medidas fiscais específicas

Ministro afirmou que o encontro discutiu diagnósticos, sem definir ações específicas; ele não antecipou propostas nem confirmou envio ao Congresso em 2026.

Croqui editorial de uma mesa de reunião com pastas e documentos em branco, uma balança simples e papéis organizados, simbolizando discussão de contas públicas sem retratar pessoas reais.
Ilustração editorial Estoaris.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com economistas e integrantes do governo se concentrou em diagnósticos e não discutiu medidas fiscais específicas. A declaração foi feita à imprensa após o encontro e registrada pelo Diário do Grande ABC e pelo Valor Econômico.

Segundo Durigan, houve convergência entre os participantes sobre o diagnóstico da economia e os caminhos a discutir nos próximos anos. O ministro, porém, disse que não era o momento de tratar de medidas específicas.

Durigan afirmou que ele e o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, vão organizar eventuais propostas para levá-las à consideração de Lula após a viagem presidencial. O ministro não antecipou quais medidas poderiam ser adotadas nem confirmou se o governo pretende encaminhá-las ao Congresso ainda em 2026, conforme o relato publicado pelo Valor. A fala não representa aprovação de um pacote nem compromisso de envio legislativo.

O quadro das contas públicas

Os dados do Banco Central, na Nota para a Imprensa de Estatísticas Fiscais de 29 de outubro, mostram que a dívida bruta do governo geral ficou em 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 11,1 trilhões, em setembro de 2026. O percentual foi o mesmo de agosto, embora tenha acumulado alta de 4,3 pontos percentuais do PIB no ano.

O déficit primário do setor público consolidado somou R$ 70,1 bilhões no acumulado de 12 meses até setembro, ou 0,52% do PIB. O indicador ficou 0,09 ponto percentual do PIB abaixo do resultado acumulado até agosto, segundo a mesma nota do Banco Central. O resultado primário não inclui os juros nominais da dívida.

Os números dimensionam o contexto fiscal, mas não indicam quais medidas foram discutidas ou poderão ser propostas. A declaração não especificou instrumentos, valores, metas ou cronograma legislativo para uma nova iniciativa.