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Defesa de Flávio pede afastamento de Moraes

CNN e Revista Oeste relatam três petições; STF confirma o inquérito e processos relacionados, mas os novos protocolos ainda não aparecem no índice público.

Ilustração editorial de petição fechada, caminhos judiciais divergentes, balança institucional e passaporte abstrato sem texto legível
Ilustração editorial Estoaris.

A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou três pedidos ao Supremo Tribunal Federal, segundo a CNN Brasil e a Revista Oeste. Duas petições pedem que Alexandre de Moraes deixe a investigação; a terceira solicita revisão da decisão que recolheu o passaporte e proibiu sua saída do país.

De acordo com a CNN, uma questão de ordem encaminhada ao presidente do STF, Edson Fachin, pede que a investigação sobre a relação de Flávio com o advogado Willer Tomaz seja remetida ao ministro André Mendonça. A defesa sustenta que Mendonça seria o ministro prevento. A alegação é da defesa e não representa uma decisão de Fachin.

Uma segunda petição, também dirigida a Fachin, pede o reconhecimento de impedimento e suspeição de Moraes. Segundo a reportagem, os advogados relacionam o pedido a uma empresa que teria entre seus ativos a aeronave usada por Flávio e a um contrato envolvendo o escritório da esposa do ministro. A existência de conflito, impedimento ou suspeição não foi reconhecida em decisão pública localizada nesta rodada.

O terceiro pedido foi encaminhado diretamente a Moraes e solicita a revisão da apreensão do passaporte e da proibição de deixar o Brasil. A defesa também afirma que está disposta a colaborar com a investigação e contesta elementos usados para justificar as medidas.

O que isso significa

O Inquérito 5.045 confirma que Flávio aparece como investigado e que Moraes é o relator. A aba pública de petições mostra como movimentação recente a Petição 134196/2026, recebida em 26 de outubro, anterior aos pedidos relatados no sábado.

A Petição 16.435, citada pela própria defesa, é um processo sigiloso relatado por Mendonça e protocolado em julho. Ela é apresentada como procedimento relacionado ao argumento de prevenção, mas não é uma das três petições de 30 de outubro no registro público consultado.

O índice público do STF ainda não mostra os três novos protocolos de 30 de outubro. Até agora, há relato jornalístico dos pedidos e confirmação do processo-base, mas não há decisão pública que afaste Moraes, transfira a investigação ou devolva o passaporte. Pedido de parte não equivale a decisão judicial.