O Ibovespa acumulava queda de aproximadamente 16,8% na semana pós-eleição até a manhã de quinta-feira (29), segundo levantamento do InfoMoney. Por volta das 11h45, o índice era negociado perto de 170,6 mil pontos. O dólar futuro subia mais de 8% no mesmo intervalo.
O movimento foi concentrado no primeiro pregão após o segundo turno. Em 26 de outubro, o Ibovespa fechou em queda de 13,88%, depois de recuar mais de 10% na abertura e acionar o circuit breaker. Um relatório de mercado disponível na B3 registra que o índice chegou a recuar mais de 17% durante a sessão, enquanto o dólar avançou 8,21%.
Nos pregões seguintes, a queda continuou em ritmo menor. O índice recuou 0,51% em 27 de outubro e cerca de 2,71% em 28 de outubro, de acordo com a cobertura da Reuters reproduzida pelo UOL. A leitura técnica do movimento precisa separar esses números do resultado da sessão de sexta-feira, que ainda não havia começado no momento desta atualização.
A Exame descreveu a semana como a pior pós-eleição em 37 anos e associou a reação à desmontagem das apostas em uma mudança fiscal. Essa formulação é uma interpretação jornalística baseada em comparação histórica; ela não prova, sozinha, que todos os investidores reagiram ao resultado eleitoral por um único motivo.
As fontes consultadas apontam para uma combinação de fatores: reprecificação das expectativas sobre a política fiscal, juros futuros mais altos, petróleo, decisões de política monetária nos Estados Unidos e balanços corporativos. O primeiro pregão coincidiu com o resultado eleitoral, mas correlação temporal não mede quanto cada fator contribuiu para a queda.
O dado mais seguro até aqui é a magnitude do ajuste: o índice caiu 13,88% no primeiro pregão pós-eleição e acumulava cerca de 16,8% na semana até quinta-feira. A leitura da semana completa depende do fechamento de sexta e de uma série histórica com a mesma definição de “semana pós-eleição”.
