O Itamaraty pediu informações à Argentina sobre a passagem de Flávio Bolsonaro pelo país, segundo duas fontes do governo brasileiro citadas pela Reuters. A encarregada de negócios da embaixada argentina em Brasília, María Emilia Cortés, teria sido recebida pelo embaixador João Marcelo Galvão de Queiroz em uma reunião descrita como rápida.
A CNN Brasil confirmou a ocorrência do encontro com fontes e informou que o Itamaraty transmitiu um pedido de esclarecimentos sobre a possível participação do governo argentino na saída do senador. A reportagem registrou, porém, que o chanceler argentino Pablo Quirno negou pelas redes sociais que o Brasil tenha feito esse pedido, sem contestar que a reunião tenha ocorrido.
O ponto de concordância entre as versões é a reunião. A divergência está no que foi solicitado. Não foi localizada, até o fim da janela monitorada, uma nota pública integral do Itamaraty ou uma comunicação diplomática argentina que esclareça o teor da conversa.
O episódio se relaciona à passagem de Flávio pela Argentina antes de sua chegada aos Estados Unidos. A matéria anterior do Estoaris registrou, com base em documentos migratórios argentinos, a entrada do senador e da família e o embarque em um voo privado. Os registros não comprovaram, por si só, a participação de autoridades argentinas na viagem.
A convocação, portanto, é um novo desdobramento institucional do caso, não uma conclusão de que o governo de Javier Milei tenha ajudado Flávio a deixar o Brasil. A resposta argentina permanece parte central do contraditório e poderá esclarecer se a conversa tratou de participação governamental, procedimento consular ou apenas de informações sobre a passagem pelo território.
Atualização: o episódio acrescenta uma iniciativa diplomática brasileira às informações já publicadas sobre a rota de Flávio. O texto mantém separadas a ocorrência da reunião, o pedido atribuído a fontes brasileiras e a negativa do chanceler argentino.
