A Agência Nacional de Energia Elétrica realiza nesta sexta-feira (30) o Leilão de Transmissão nº 4/2026, na sede da B3, em São Paulo. O edital prevê oito lotes distribuídos por sete estados e investimentos estimados em cerca de R$ 8,9 bilhões. O valor é uma projeção dos empreendimentos em disputa, não um gasto já executado ou um contrato definitivamente assinado.
Segundo a ANEEL, o conjunto inclui 1.866 quilômetros de novas linhas de transmissão, a continuidade de 483 quilômetros de linhas existentes e 12.694 MVA em capacidade de transformação. A agência estima a criação de 20.312 empregos diretos durante a implantação.
Os projetos abrangem Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo. O Lote 4, dividido em dois sublotes, concentra a maior estimativa individual, de R$ 4,1 bilhões, com obras previstas em Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul. Os prazos indicados no edital variam de 42 a 60 meses após a assinatura dos contratos de concessão.
A Empresa de Pesquisa Energética apresenta uma estimativa total de R$ 8,88 bilhões e descreve os estudos de planejamento que embasaram os lotes. O Ministério de Minas e Energia afirma que o leilão faz parte de um ciclo de expansão da transmissão que mobilizou R$ 69,64 bilhões em investimentos estimados entre 2023 e 2026.
O que ocorrerá no certame — vencedores, deságios, lotes sem proposta e condições efetivas dos contratos — só poderá ser informado depois da sessão. Também será necessário acompanhar a assinatura das concessões, o licenciamento, os cronogramas e a execução financeira para medir quanto do investimento anunciado se transformará em infraestrutura entregue.
O leilão tem relevância econômica porque a rede de transmissão conecta geração e consumo, mas o anúncio de R$ 8,9 bilhões não deve ser confundido com retorno imediato, geração líquida de empregos ou redução automática de tarifas. Esses efeitos dependem da contratação e da execução dos projetos.
