A Oncoclínicas informou à Comissão de Valores Mobiliários que protocolou, em 29 de outubro, uma versão atualizada de seu plano de recuperação extrajudicial. O processo tramita sob o número 4126842-40.2026.8.26.0100, na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo.
Segundo o fato relevante, a nova versão traz ajustes de redação e adequações correlatas, sem alteração material dos aspectos econômicos e financeiros do plano. A empresa informou também que credores com créditos equivalentes a 29,79% da base usada para o cálculo do quórum aderiram ao plano. A base soma cerca de R$ 5,7 bilhões e exclui créditos entre empresas do próprio grupo.
O percentual mede o valor dos créditos considerados, não a quantidade de credores. Por isso, não significa que 29,79% das instituições ou pessoas envolvidas tenham aderido. O documento não anuncia homologação do plano.
A companhia afirmou que busca novas adesões de credores quirografários para alcançar o mínimo exigido pela legislação. O mesmo documento descreve, depois da formalização das adesões, a publicação de edital, um prazo de 30 dias para impugnações e a análise de homologação pelo juízo responsável.
Há uma divergência em relatos publicados depois do fato relevante. O Bastidor atribuiu a uma pessoa a par das negociações a informação de que o apoio teria chegado a 60,4% dos créditos. O feed do Valor Econômico indicou 61,6%. A página do Valor não pôde ser aberta nesta apuração, e nenhum documento oficial posterior que confirme esses percentuais foi localizado.
Assim, o dado documental utilizado nesta atualização é o de 29,79% registrado no fato relevante de 29 de outubro. Os percentuais maiores permanecem como relatos atribuídos, possivelmente ligados a novas adesões ou a uma base diferente, mas a diferença de momento e denominador ainda não está resolvida no registro primário consultado.
A atualização do plano é uma etapa de negociação. Ela não equivale à aprovação judicial, à quitação das dívidas ou à conclusão da reestruturação.
