O PL deve apoiar a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) na presidência da Câmara e insistir em um aliado para comandar o Senado, segundo reportagem publicada pela CNN Brasil. O nome defendido para o Senado é o de Rogério Marinho (PL-RN).
O relato indica uma mudança em relação a uma posição atribuída ao partido no início de outubro. O R7 informou em 6 de outubro que o PL não apoiaria as candidaturas de Hugo Motta e Davi Alcolumbre para manter a presidência de uma das Casas. A reportagem atual da CNN descreve outro cálculo: apoiar Motta na Câmara e concentrar a disputa do Senado em um nome do PL.
Na Câmara, a Agência Câmara registrou que PT, PCdoB e PV anunciaram apoio à reeleição de Motta. O texto oficial também explica que o tamanho dos blocos define preferências na escolha das comissões e de cargos da Mesa. A CNN relata que o PL busca evitar isolamento e preservar espaço na distribuição dessas comissões, mas não foi localizada uma nota do partido formalizando o apoio a Motta.
No Senado, Flávio Bolsonaro disse em uma transmissão ao vivo que indicaria Marinho para a presidência da Casa. A declaração foi reproduzida pela CNN e pelo Metrópoles. Ela comprova a posição pública de Flávio, mas não equivale a uma decisão da bancada nem garante os votos necessários para eleger o senador.
Os registros oficiais confirmam os cargos dos principais envolvidos. O perfil de Hugo Motta na Câmara o identifica como presidente da Casa em 2026, enquanto o Senado identifica Rogério Marinho como senador do PL em exercício no mandato 2023–2031.
As reportagens consultadas divergem sobre a data da reunião que deve tratar da estratégia do PL: a CNN menciona a próxima terça-feira, 3 de novembro; o Metrópoles informa 4 de novembro. A diferença não foi resolvida por documento partidário localizado. Também permanecem pendentes a composição dos blocos, os acordos com outras bancadas e o resultado das votações, previstas para a formação das Mesas da próxima legislatura.
O quadro combina uma concessão na Câmara com uma disputa própria no Senado, mas ainda descreve negociação, não resultado. O tamanho das bancadas pode ampliar o poder de barganha do PL, porém a eleição das Mesas depende de alianças e de votos efetivos em cada Casa.
