Política

Em depoimento, Vorcaro diz que planejava deixar gestão do Master e nega promessa de imóveis

Declaração tornada pública no STF descreve uma transição administrativa ligada ao projeto Master–BRB; a investigação da PF sustenta outra versão sobre apartamentos.

Ilustração editorial de uma testemunha em silhueta diante de documentos, dois edifícios institucionais e uma balança

Em depoimento prestado à Polícia Federal em 15 de outubro e tornado público nesta quinta-feira (29), Daniel Vorcaro afirmou que pretendia deixar a gestão do Banco Master caso avançasse o projeto de reorganização com o Banco de Brasília (BRB).

A declaração foi publicada pelo Poder360 com o vídeo e a transcrição do depoimento. Segundo Vorcaro, a proposta previa um conglomerado financeiro com uma estrutura administrativa comum, mas Master e BRB continuariam com operações próprias. Ele relatou que as alternativas incluíam um conselho de administração, uma holding ou outras funções de comando, e afirmou que abandonou também a possibilidade de permanecer na gestão.

Questionado sobre imóveis destinados a Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, Vorcaro negou que tivesse prometido apartamentos como contrapartida por operações financeiras. A reportagem sobre o depoimento registra que a defesa de Costa foi procurada e não havia respondido até a publicação.

O depoimento não resolve a divergência entre as versões. Segundo a investigação descrita na cobertura do caso, a PF aponta seis imóveis avaliados em cerca de R$ 146,5 milhões e examina se eles teriam relação com operações entre Master e BRB. Essa é a hipótese atribuída à investigação, não uma conclusão judicial sobre os imóveis ou sobre a intenção de Vorcaro.

O novo material acrescenta a versão de Vorcaro sobre a transição de gestão e sobre a natureza dos imóveis. Ainda faltam a íntegra dos autos relevantes, a resposta de Paulo Henrique Costa, a posição do BRB e uma decisão sobre o mérito das alegações.