A Alupar registrou lucro líquido atribuível aos acionistas controladores de R$ 133,523 milhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 72,7% ante os R$ 489,390 milhões de um ano antes, na base societária IFRS. Pelo critério regulatório, o lucro atribuível foi de R$ 214,154 milhões, recuo de 2,6% frente aos R$ 219,793 milhões do 3T25. Os números constam do release de resultados 3T26 apresentado à CVM e do ITR encerrado em 30 de setembro.
As duas séries usam critérios contábeis diferentes. A base societária segue as normas IFRS e CPC; a regulatória parte das demonstrações contábeis regulatórias das controladas e não aplica os mesmos efeitos de normas como ICPC 01/IFRIC 12, CPC 47/IFRS 15 e CPC 06 (R2)/IFRS 16. Por isso, as quedas de 72,7% e 2,6% descrevem bases distintas e não são variações de uma mesma série. A própria companhia apresenta a conciliação entre os critérios no release enviado à CVM.
Na explicação da administração, a principal pressão na comparação societária veio da equivalência patrimonial: essa linha caiu R$ 317,9 milhões, exclusivamente pela redução do resultado da TNE. A empresa investida registrou lucro de R$ 9,6 milhões no 3T26, ante R$ 1,0091 bilhão no 3T25. A Alupar informa que o resultado do ano anterior incluía efeito não recorrente ligado a uma arbitragem e à assinatura, em julho de 2025, do segundo aditivo ao contrato de concessão nº 3/2012, que definiu nova Receita Anual Permitida (RAP) e ampliou o prazo da concessão, conforme o comentário de desempenho do 3T26.
Na base IFRS, a receita líquida consolidada avançou 22,1%, para R$ 1.176,609 milhões. O EBITDA — lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização — caiu 46,4%, para cerca de R$ 527,3 milhões. A margem EBITDA ajustada recuou de 114,9% para 71,6%; a companhia calcula esse indicador após deduzir o custo de infraestrutura da receita líquida. Os três indicadores estão no quadro de desempenho consolidado societário.
No segmento de transmissão, a receita líquida regulatória somou R$ 775,0 milhões, alta de 12,2% ante o 3T25. A companhia relaciona a expansão à entrada de ativos em operação, ao avanço de projetos e a reajustes da Receita Anual Permitida. O indicador mostra a evolução da atividade regulada em uma base própria, separada da receita consolidada em IFRS, conforme a seção de desempenho regulatório de transmissão.
A dívida líquida chegou a R$ 9,701 bilhões em 30 de setembro, alta de 5,3% em relação ao mesmo período de 2025. O dado acompanha a expansão da receita, mas indica aumento do endividamento no período; a posição de empréstimos, financiamentos, debêntures e caixa pode ser consultada no balanço e nas notas do ITR.
O conselho de administração aprovou em 5 de novembro dividendos intercalares de R$ 69,222 milhões, equivalentes a R$ 0,07 por ação ordinária ou preferencial e R$ 0,21 por Unit. Terão direito ao pagamento os acionistas registrados ao fim de 12 de novembro; os papéis passam a ser negociados ex-dividendos em 13 de novembro, e o pagamento ocorrerá em até 60 dias da aprovação, conforme a nota de eventos subsequentes do ITR.
O ITR inclui relatório de revisão da KPMG Auditores Independentes. A firma afirmou que, com base nos procedimentos aplicados, não identificou fatos que a levassem a acreditar que as informações intermediárias não foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, de acordo com o CPC 21 (R1) e a IAS 34. O relatório ressalva que uma revisão tem alcance significativamente menor que uma auditoria e que, por isso, não expressa opinião de auditoria; o documento está disponível no arquivo protocolado na CVM.
