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Lucro recorrente do Itaú chega a R$ 12,6 bilhões no terceiro trimestre

O resultado recorrente gerencial cresceu 6,2% em um ano. A carteira brasileira avançou no trimestre, enquanto a inadimplência acima de 90 dias passou a 2,0%.

Ilustração editorial simbólica de demonstrativos bancários e carteira de crédito, em traços de grafite sobre papel claro, sem cifras ou logos.
Ilustração editorial Estoaris.

O Itaú Unibanco registrou resultado recorrente gerencial de R$ 12,617 bilhões no terceiro trimestre de 2026. O valor representa alta de 1,7% ante o trimestre anterior, quando foi de R$ 12,407 bilhões, e de 6,2% em relação aos R$ 11,876 bilhões do terceiro trimestre de 2025.

Resultado recorrente e lucro contábil são medidas diferentes

Na mesma divulgação, o banco informou lucro líquido contábil de R$ 12,164 bilhões. A diferença aparece na conciliação apresentada no demonstrativo financeiro, que separa o resultado contábil da métrica recorrente gerencial. Para avaliar a evolução trimestral, as comparações precisam considerar a mesma medida em todos os períodos.

Crédito imobiliário e consignado puxam expansão da carteira

A carteira consolidada de operações de crédito, garantias financeiras prestadas e títulos privados alcançou R$ 1,544 trilhão em setembro, ante R$ 1,522 trilhão em junho, expansão de 1,4%. No Brasil, o saldo da carteira cresceu 2,4% no trimestre. A mudança na operação de varejo do banco na Colômbia também afeta a comparação consolidada e é detalhada pelo Itaú em seu relatório.

Entre os financiamentos a pessoas físicas no Brasil, o saldo de crédito imobiliário chegou a R$ 158,8 bilhões, avanço trimestral de 4,4%, e o consignado atingiu R$ 84,2 bilhões, alta de 3,5%. Os números descrevem valores já integrantes da carteira bancária; as taxas e os critérios de aprovação de novas operações dependem das condições de cada contrato.

Inadimplência sobe ligeiramente e rentabilidade recua no trimestre

O índice de inadimplência de operações com atraso superior a 90 dias passou de 1,9% em junho para 2,0% em setembro, também acima dos 1,9% registrados um ano antes. O retorno recorrente gerencial anualizado sobre o patrimônio líquido médio ficou em 23,6%, abaixo dos 24,3% do segundo trimestre e acima dos 23,3% do terceiro trimestre de 2025.

Os indicadores mostram crescimento do resultado recorrente e da carteira, acompanhado de avanço modesto da inadimplência. A evolução dos saldos de empréstimos permite observar a atividade do banco no período encerrado em setembro; a disponibilidade e o custo de novas operações para famílias e empresas dependerão das políticas de concessão e das condições econômicas posteriores.